Archivo de November, 2010

November 2010

Gallinero, Madrid

por Luana Fischer
Hoguera en El Gallinero/ Fogueira no Gallinero

Hoguera en El Gallinero/ Fogueira no Gallinero

Hoy la policía prendó alrededor de 30 personas, supuestamente involucradas en el robo de cables de cobre. Casi todas vivian el el Gallinero, poblado chabolista en el barrio de Valdemingómez, Madrid.

Lejos de entrar en cualquier discussión sobre si las chabolas son lugares de delincuencia y criminalidad (conozco muy bien las “favelas” de Brasil y sé que no es asi), me preocupó esta notícia porque estube en el Gallinero, hace muy poco tiempo. Pensé sobretodo en los casi 200 niños rumanos que viven alli, entre la basura del vertedero (si, Madrid tira sus desechos alli mismo!), las ratas y las inundaciones. La poca asistencia que el Estado español les dedica ha sido resultado de una lucha constante de personas como Javier Baeza, de la parroquia San Carlos Borromeo, con quien fui a conocer algo que me costó creer que existia en un país europeo.

El Gallinero y sus niños están en el olvido, hasta que una montaña de cables de cobre robados, escondidos allí, llama la atención de las instuticiones. Solo entonces, autoridades, cámaras de televisión y periódicos desviam su mirada hacia el poblado. Terminada la operación policial, se apagan los focos, ya no hay más el que contar. Los niños pueden volver a jugar con las ratas.

Hoje a polícia prendeu cerca de 30 pessoas, supostamente envolvidas no roubo de fios de cobre. Quase todas moravam no Gallinero, favela no bairro de Valdemingómez, Madrid.

Longe de entrar em qualquer discussão sobre se a favela é lugar de delinquência e criminalidade (conheço muito bem as do Brasil e sei que não é assim), essa notícia me preocupou porque estive no Gallinero não faz muito tempo. Pensei sobretudo nas 200 crianças romenas que vivem lá, no meio do depósito de lixo (sim, Madrid joga suas sujeiras ali mesmo!), dos ratos e das inundações. A pouca assistência dada pelo estado espanhol foi resultado de uma luta constante de pessoas como Javier Baeza, da paróquia San Carlos Borromeo, que me levou conhecer algo que não podia acreditar que existisse num país europeu.

O Gallinero e suas crianças estão esquecidos, até que uma montanha de fios de cobre roubados, escondidos na favela, chama a atenção das instituições. Só então autoridades, câmaras de televisão e jornais desviam seu olhar à favela. Finalizada a operação policial, as luzes se apagam e já não há mais o que contar. As crianças podem voltar a brincar com os ratos.


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November 2010

Assim começou o Quintal/ Así empezó Quintal

por Luana Fischer
Passeio noturno pelo Minhocão/ Paseo nocturno por Minhocão

Passeio noturno pelo Minhocão/ Paseo nocturno por Minhocão

Olhando o Minhocão de longe, da casa do meu pai, no Arouche, centro de São Paulo, me mordia de curiosidade por saber como seria à noite, quando está fechado ao tráfego. Essa visão surrealista de um viaduto de quatro quilômetros, que cruza toda a região central da cidade por cima e, el alguns pontos, passa à menos de cinco metros dos prédios ao lado, não poderia existir em outra cidade. Batizado “Elevado Costa e Silva”, em homenagem a um dos mais sanguinários ditadores militares que tivemos, foi construído para solucionar o trânsito no centro da cidade.

Cheio de curvas absurdas e remendos no asfalto, essa gigantesca obra pública, longe de solucionar algo, fez com que o tráfego passasse a voar por cima de grandes espaços urbanos, outrora também tidos como vanguardistas, como a avenida São João e a praça Roosevelt.

Às nove e meia da noite, uma janela com vistas a esse terrível monstro de concreto, apelidado de Minhocão por sua presença sinuosa e compulsória, se abre, por fim. Desde 1976 as janelas podem abrir à noite, sem que a loucura automobilística entre casas adentro.

Mirando Minhocão (“El Gran Gusano” en portugués) desde la casa de mi padre, en Arouche, centro de São Paulo, tenía mucha curiosidad en saber que pasaria alli por la noche, cuando se cierra al tráfico. Esta visión surrealista de un viaducto de cuatro kilómetros, que cruza todo el centro por encima y, en algunos puntos, pasa a menos de cinco metros de los edifícios colindantes, no podría existir en otra ciudad. Bautizado “Elevado Costa e Silva” en homenage a unos de los dictadores militares más sanguinários que tuvimos, fue construído para solucionar los problemas de tráfico en el centro de la ciudad.

Lleno de curvas absurdas y parches en el asfalto, esta inmensa obra pública, lejos de solucionar algo, hizo que los coches pasaran volando por encima de grandes espacios urbanísticos, considerados vanguardistas en su día, como la avenida São João e la plaza Roosevelt.

A las nueve y media de la noche, una ventana con vistas a este terrible monstruo de hormigón, nombrado Minhocão debido a su presencia sinuosa y compulsória, se abre por fin. Desde 1976, las ventanas se pueden abrir por la noche sin que la locura automovilística entre casas adentro.

November 2010

Quintal

por Luana Fischer
David e sua cervejinha. David y su cervecita.

David e sua cervejinha. David y su cervecita.

Essa é uma amostra da série “Quintal”, Prêmio Marc Ferrez de Fotografia 2010 da Funarte (Brasil), que vou apresentar dia 19.12.2010. Será uma exposição efêmera, no próprio Elevado Costa e Silva, onde as fotos foram feitas. Performers dirigidos pelo coletivo As Rutes, de São Paulo, vão carregar as fotografias em seus corpos, durante uma ação expositiva na alça de acesso da Consolação. Das 12h às 15h.

Esta es una muestra de la série “Quintal”, Premio Marc Ferrez de Fotografia 2010 de Funarte (Brasil), que presentaré el dia 19.12.2010. Será una exposición efímera, en el mismo Elevado Costa y Silva, donde se hicieron las fotos. Actores dirigidos por el colectivo As Rutes, de São Paulo, llevarán las fotografías en sus cuerpos, durante una acción expositiva en el acceso de Consolação. De 12h a 15h.

November 2010

Adeus Lenna

por Luana Fischer
Lenna em casa.

Lenna em casa.

Esse é um ano estranho. Comecei a me interessar por histórias de brasileiros que moravam há anos em Madrid e estavam voltando ao Brasil por causa da crise econômica. Encontrei a história de Lenna Pablo, cantora fantástica, nascida no Rio, que vivia na Europa há 12 anos. Fotografei seus últimos dias em Madrid, até o dia em que foi embora, em fevereiro. Terminada essa história, como uma coincidência macabra, meus amigos brasileiros, pouco a pouco e cada um por diferentes motivos, também decidiram que se vão. Aqui está a história de Lenna. Em breve estarão Fernando, Rosinha, Paulinho, Raquel…

Este es un año extraño. Empecé a interesarme por histórias de brasileños que vivian en Madrid y se estaban marchando de vuelta a Brasil debido a la crisis económica. Me encontré con la história de Lenna Pablo, fantástica cantante, nascida en Rio, que vivia en Europa desde hacia 12 años. Fotografié sus últimos dias en Madrid, hasta cuando se fué, en febrero. Terminada esta história, como una macabra casualidad, mis amigos brasileños, poco a poco y cada uno por distintos motivos, también decidieron que se marchan. Aqui está la história de Lenna. En breve estarán Fernando, Rosinha, Paulinho, Raquel…


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November 2010

Hola. Oi.

por Luana Fischer
Largo do Arouche, atrás. São Paulo, Brasil

Largo do Arouche, atrás. São Paulo, Brasil

Começo um blog hoje. Será bilíngue e pretendo que tenha muitas fotos. Minhas e não-minhas.

Empiezo un blog hoy. Será bilíngue y pretendo que tenga muchas fotos. Mias y no mias.